Em encontro com atleta do clube, volante relembra primeiro esporte da vida e mostra otimismo com o Brasileirão: 'O Flamengo vem para ser campeão'
- Meu pai gostava muito de ver os judocas nas Olimpíadas e ele me colocou para fazer judô. Me destaquei lá para ir para o futebol através de uma bolinha de meia que tinha sempre antes do aquecimento.
Por um tempo, Muralha andou por dois caminhos, só que o talento pesou.
- Até os nove anos eu estava lutando e jogava futsal no Vasco. Era judô à tarde e futebol à noite. Era uma correria, esta muito cansativo. Depois que conheci os caminhos da bola, tinha um certo dom para o futebol, mudei o rumo.
A escolha, segundo ele, não foi tão fácil. Dá saudade dos amigos e do esporte.
- Sempre dá saudade, gostava muito de judô. Naquela época deu uma saudade enorme, mas tinha uma meta para seguir no futebol e deu tudo certo.
Quase uma década depois, já profissional do Flamengo, Muralha, de 19 anos, aceitou o convite para voltar ao tatame e mostrar o que ainda sabe fazer. Na sede do clube, na Gávea, o jogador teve um encontro com Mauro Moura, de 20 anos, judoca do Rubro-Negro desde fevereiro e atual campeão do Troféu Brasil de Judô na categoria até 81 kg. Pela idade e pelo peso, poderiam ser adversários. Com 79 kg, Muralha também seria meio-médio.
Depois de uma rápida conversa, Mauro e Muralha passaram a trocar golpes: Ippon Seoi Nage, Ouchi Gari, O Soto Gari, Tomoe Nage... Cerca de meia hora de quedas e memórias para o jogador do Flamengo, que foi aprovado.
- Está ótimo, mais que perfeito. Pode até trocar os campos pelo tatame (risos). Aos 19 anos, ele tem muita coisa pela frente, dá para aprender muito mais. Ele tem o básico do judô, faz movimentos certos, tem a pegada forte, tudo certo. Corrigi algumas coisas, mas está certinho. Para quem está parado há muito anos, com certeza está apto para lutar. Se tivesse que treinar, teria condições – avaliou Mauro, que também tentou ser jogador de futebol.
- Fiz até teste no Flamengo, queria jogar no meio-campo, cheguei a jogar de profissional no Resende. Fui fazer um teste no Flamengo, meu tio ficou falando para jogar na lateral direita, mas era muito diferente. Meu espaço era mais do meio para frente. Estou no judô há 18 anos. Nasci em família de judoca, praticamente de quimono. Sempre foi a minha paixão, tanto que não larguei quando tentei o futebol.
Muralha não falou só de judô. O futebol do Flamengo não anda bem das pernas. Sofreu dois duros golpes com as eliminações na Libertadores e no Carioca e entra pressionado no Campeonato Brasileiro. Neste sábado, estreia contra o Sport, às 18h30m (de Brasília), na Ilha do Retiro. O jogador também comentou a busca pela vaga de titular com Joel Santana. Hoje, ele tem ficado na equipe de baixo nos treinos.




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